...ou "Es como ver bailar a Fred Astaire: parece tan fácil".*
Algumas pessoas são governadas pelo ódio. Outras, pelo amor ou ainda, pela oscilação que os reforça mutuamente. Há os que se flagelam pela culpa e também os que tem como bússola o próprio umbigo, sem remorso ou compaixão. Eu sou regida pela vaidade, sempre ela, em todos os lugares.
Quando você me olha demoradamente eu me envaideço, pelo teu olhar de contemplação diante desse "rabbit hole" que são meus olhos. Ou quando você me chama de "meu anjo", porque ser anjo é algo muito bonito tanto na carne, quanto no espírito. Quando me pede um beijo. Quando entrelaça os seus dedos nos meus. Quando adormecido se volta para mim e me abraça, de um jeito intenso e leve. Quando rimos juntos ou quando, muito juntos, descansamos depois de nos cansarmos bastante. Sinto-me envaidecida e arrisco dizer que você sente o mesmo.
Para alguns é possível classificar tudo isso de outros modos, seguindo uma superficial (e nem por isso, não verdadeira) taxonomia dos sentimentos humanos. Não sigo estas leis e nem sei se sou capaz de fazê-lo. Contudo, dentro na minha humana necessidade nomear, chamo de vaidade o meu Norte.
(Nomear é evocar, é aproximar, é dar existência. Por isso dizer nomes é algo tão perigoso)
*Do filme "O filho da Noiva".
Rô, seus posts elevam o registro e o conteúdo desse blog!
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