Esta semana a digníssima Universidade de São Paulo recebeu de braços escancarados os quase 10000 felizes bixos. Acompanhei inevitalvemente algumas cenas do terrível trote matador: pessoas desfilavam coloridas, sorridentes e purpurinadas pelo campus, bandeijão e etc. Que desânimo olhar todos aqueles bixos abobados, mas tento ser compreensiva já que fui assim um dia. É nauseante notar como as situações se repetem todos os anos, menos, é claro, a parte de matar o japonês na piscina. Percebo que o desânimo não é só meu, alguns colegas dizem sentir o mesmo. Me sinto melhor diante disto, pois adoro fazer parte da massa por mais estranho que isso pareça. É incrível, mas sinto que estamos na ditadura do "eu tenho que ser diferente" e todo mundo acaba igualzinho...sempre.
Voltando ao famigerado trote, relembro uma cena que me divertiu: Um bando de bixos se deixava entrevistar por um alegre estudante de Letras, o estudante perguntava qual era a orientação sexual dos mesmos. Uma bixete respondeu prontamente que gostava de homens e o entrevistador, em seguida, disse " Olhaaa, aqui você não tá sozinha porque todo muuundo também gooosta". Outro bixo disse ser hetero e o comentário geral foi de que ele iria mudar de time mais cedo ou mais tarde. Pra terminar, o último bixo saltitante respondeu: "Aiiiii, eu sou desorientaaadoo!!!".
É isso aí, meninos e meninas: Bem-vindos à USP!
Esses diálogos são impagáveis. Aliás, todas essas situações uspianas. Um verdadeiro laboratório antropológico.
ResponderExcluirÉ... meu projeto visa amenizar as dores dos bixos, trata-se de um manual em quadrinhos que facilitará certos aspectos da vida uspiana. Mas a cara de vislumbrados deles não temos o poder de mudar, faz parte da maturação acadêmica. Que caras será que temos agora cara amiga Ana, já praticamente com os nossos diplomas na não?? Certas paisagens, aspectos e programas da vida cidadeuniversitariana ainda me deixam com essa cara que fazem os bixos, cara de quem descobriu um universo paralelo, um mundo novo e acredito que não perderei esse encantamento jamais, eu adoro o campus Butantã!
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