
Quero fazer um diálogo com a postagem da minha amiga Robertha. Quando criança eu também gostava de ouvir histórias como qualquer ser humano saudável! E esse gosto permanece muito vivo em mim. Na fazenda não tínhamos televisão, então nosso único contato com a civilização se fazia através de um aparelho de som. Bastante moderno até para a época, tocava fita, disco e sintonizávamos as poucas rádios AM e FM que pegavam dada a distância da cidade mais próxima, Lorena, a 30 Km. Meu pai ouvia a Voz do Brasil e depois podíamos ouvir o que quiséssemos. Minha infância foi embalada como a de qualquer criança nascida nos anos 80: Menudo, Xuxa, Dominó, Michael Jackson, trilhas sonoras das novelas da Globo, Roberto Carlos por influência materna e claro, muita música sertaneja que aprendemos a ouvir e com o tempo a gostar por ser um ritmo de preferência local, não havia como fugir. Eu não estava muito preocupada com que ouvia nesse momento, na verdade eu esperava a hora em que minha irmã mais velha e os adultos da casa desocupassem o território para que eu pudesse ouvir uma coletânea de discos de histórias infantis que tenho até hoje. Eu ouvia um após o outro todos os dias, mas os preferidos eram Chapeuzinho Vermelho e o Patinho Feio, cujas narrações eu decorei e elas ocupam uma parte tão sedimentada da minha memória que sou capaz de contá-las como estão no disco ainda hoje!
Meu pai e minha mãe também me contavam histórias ou as liam pra mim, mas depois de alfabetizada me virava sozinha.
Eu tinha muitos livros infantis ganhados de um casal de tios que eram os proprietários da fazenda, também lia muito quadrinho (esse gênero ganhará uma postagem especial).
Eu estudei em uma escola rural, mas havia feito pré-escola em São Caetano durante uns 6 meses. Em 1989, quando eu cursava a primeira série em uma sala que funcionava ao mesmo tempo a primeira e a segunda série com uns 10 colegas apenas, eu fui alfabetizada em 40 dias, contam meus pais com muito orgulho. Já tentei lhes explicar que não há mérito nenhum meu nesse processo, mas não quero entrar nessa abordagem pedagógica agora. Eu me lembro com riqueza de detalhes como foi que aconteceu o reconhecimento desse código escrito e como essas letrinhas passaram a fazer sentido pra mim. A professora (Ângela o nome dela) pediu para que pegássemos um livro pra levar pra casa. Eu escolhia pela capa e pelas ilustrações, mas ao pegar um livro da capa meio amarelada com uns bichos que olhavam para o céu pude ler e entender o título: Fogo no céu. Pronto, estava feito, aquele fogo da capa e do título incendiou também meu coração e minha mente.
Meu pai e minha mãe também me contavam histórias ou as liam pra mim, mas depois de alfabetizada me virava sozinha.
Eu tinha muitos livros infantis ganhados de um casal de tios que eram os proprietários da fazenda, também lia muito quadrinho (esse gênero ganhará uma postagem especial).
Eu estudei em uma escola rural, mas havia feito pré-escola em São Caetano durante uns 6 meses. Em 1989, quando eu cursava a primeira série em uma sala que funcionava ao mesmo tempo a primeira e a segunda série com uns 10 colegas apenas, eu fui alfabetizada em 40 dias, contam meus pais com muito orgulho. Já tentei lhes explicar que não há mérito nenhum meu nesse processo, mas não quero entrar nessa abordagem pedagógica agora. Eu me lembro com riqueza de detalhes como foi que aconteceu o reconhecimento desse código escrito e como essas letrinhas passaram a fazer sentido pra mim. A professora (Ângela o nome dela) pediu para que pegássemos um livro pra levar pra casa. Eu escolhia pela capa e pelas ilustrações, mas ao pegar um livro da capa meio amarelada com uns bichos que olhavam para o céu pude ler e entender o título: Fogo no céu. Pronto, estava feito, aquele fogo da capa e do título incendiou também meu coração e minha mente.
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